sexta-feira, 23 de março de 2007

É triste não ter amigos, mas...

"Ainda mais triste é não ter inimigos. Porque quem não tem inimigos, é sinal que não tem:
Nem talento que faça sombra,
Nem carácter que impressione,
Nem coragem para que o temam,
Nem honra contra qual murmurem,
Nem bens que lhe cobicem,Nem coisa alguma que invejem..."
Voltaire



Sempre tive algum preconceito comigo mesmo por me achar um pouco estranho com esta minha forma de pensar, mas confesso que Voltaire me ajudou a encontrar o fundamento para a louca forma como encaro esta "filosofia".



Loucos ou não, o que é facto é que, lido bem com o facto de ter amigos tal como acredito que Voltaire lidava, mas lido muito melhor com o facto de ter inimigos. Até porque se pensarmos muito bem, é mais simples de lidar e mais fácil de gerir uma relação de inimizade do que uma relação amistosa, que se revela com o passar do tempo cheia de compromissos, faltas, perdão, acusações, saudades, tristezas, alegrias, decepções, surpresas, etc etc... Sejam coisas boas ou coisas más, as amizações são excelentes relações pela sua riqueza de estados emocionais quer em termos de vivência social. Isso torna-nos menos selvagens. Mas não estaremos nós a contrariar a Natureza do Homem? Quanto mais ele se tenta sociabilizar mais o mindo que o rodeia se torna mais selvagem, mais agressivo e menos vulnerável a um ambiente de amizade.


Ser-se amigo é também ser-se um inimigo, e cada vez mais porque cada homem é amigo consoante o seu próprio interesse e consciência. Um amigo so o é depois de passar nos contantes processos de avaliação e superar os requisitos impostos pelo "outro".


A história já vai longa, e muito mais se poderia divagar sobre o tema, o que me ajuda a reforçar a ideia de que é mais fácil ter/ser-se um inimigo do que um amigo.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Condolências, antecipas concerteza.

Aos que hoje celebram a vitória, as minhas sinceras condolências, antecipadas, é óbvio!
Nunca quis que uma mulher fosse condenada, nem sequer julgada pelo acto de abortar por necessidade, REPITO: por NECESSIDADE. Mas também nunca fui a favor da mulher poder optar, sublinho: OPTAR por abortar.
Apresento as minhas condolências por duas razões, principalmente:
1ª) pelas futuras "destruições" que se irão fazer aos fetos;
2ª) porque infelizmente, a maioria dos Portugueses (os SIM), não teve a responsabilidade civil, como NAÇÃO, de equacionar a FACTURA que esta questão vai trazer para o Futuro, do País, do Orçamento de Estado; e da Sociedade, se é que ainda se prospera algum futuro.
Não posso deixar de manifestar a mágoa, a tristeza, e a vergonha que senti quando vi os FESTEJOS BOÉMIOS dos vencedores deste referendo. Portugueses, esta não foi uma vitória eleitoral, onde se ganha um chefe de Estado, uma ideologia politica, ou outra coisa qualquer. Esta vitória significa de entre muitas coisas más, que uma mulher pode mandar matar o "feijãozinho" que tem dentro de si, sem ser preciso um motivo ou uma qualquer razão, simplesmente porque lhe apeteceu;...Eu pergunto: Qual é a mãe que quer matar o filho? Pelo que sei, hoje em dia muitas, mas porque não se mata a ela e não a criança? O Problema é a mãe e não o filho...
Lamento que se tenha banalizado este Assunto.
Numa óptica mais economista, surge-me uma dúvida: porquê, para quê e como o ministro da saúde fecha SAPs; dispensa médicos; reduz a comparticipação dos medicamentos, etc etc etc...e tem dinheiro para garantir uma assistência no Aborto??? Eu suspeito, que esse senhor, e a sua equipa, tenham já firmado compromissos de patrocínio com grandes Clínicas e Hospitais, isto porque vai trazer certamente para o País:
- mais espanhóis;
- aumentar as exportações para a china;
- diminuir o desemprego;
- aumentar o investimento no sector da saúde;
- equilibrar o deficit Orçamental do Estado; suportado pelas receitas extraordinárias de "pesetas";
- mais um indicador para o top dos 25 (o que importa é dizer: "nós estamos lá!" não importa como nem porquê....
- e que eu, e todos, vamos pagar mais Impostos para garantir que uma mãe o deixe de ser por capricho.
As minhas propostas:
- Que se crie um imposto sobre o Aborto; já que como homem não posso impedir a mulher de abortar, não tenho de levar com os gastos; já levo com a perda...
- que se liberalizem também as drogas aos dependentes; (já agora ...porque não???);


- que se liberalize também a mais velha profissão do mundo;
- Que se demita este governo;
- Que se mude esta Nação;
- Que nada se faça contra a entrada do mar pela Caparica, acho melhor que isto se afunde de vez;
- que se façam off-shores Ibéricas de Aborto;
- que se criem destinos turísticos pós-aborto!
- que o Louçã, sem cuspidelas e sem apontar de dedos escreva livro: "Pai, porque a mãe não me deixou viver?"
- que o Professor Marcelo, disponibilize para reprodução a sebenta que aquele Pai escreveu para aquele Filho.

A minha última Pergunta:
Se se faz para que os velhos morram, e se se permite que se matem as crianças embrionadas, nós temos a certeza que não estamos loucos?

A minha resposta:
Faz todo o sentido! Porque sem netos, para que são precisos os avós?
Que os homens (ex-pais) cubram as mulheres (ex-mães), porque é assim que vamos sair da cauda da Europa, e do Mundo
!